Tadeu Bianconi no Chile – Parte 02

O fotógrafo Tadeu Bianconi retornou ao Chile em maio de 2010, três meses após o terremoto e o tsunami que atingiu o país.

A capital Santiago, pouco atingida pelo terremoto, continuava linda, com sua arquitetura colonial e contemporânea, repleta de obras de arte espalhadas por suas ruas.

Bianconi também visitou a Isla Negra, onde morou o famoso poeta Pablo Neruda. A casa do escritor, localizada em uma praia paradisíaca, virou um museu, onde seu corpo está enterrado.

Há duas horas de carro da capital, Tadeu chegou ao balneário de Llolleo, que foi atingido pelo tsunami. Mesmo 90 dias depois da catástrofe, ainda era possível ver parte dos estragos provocados pela onda gigante. Casas, prédios e ruas ficaram totalmente destruídos.

Confira as imagens dessa viagem abaixo.

Fotos Tadeu Bianconi

Tadeu Bianconi no Chile – Parte 01

Em 2007 nosso fotógrafo, Tadeu Bianconi, aceitou um convite da Escola São Domingos para acompanhar uma turma de alunos em uma viagem de campo no Chile.

Durante a viagem, os estudantes aprenderam, ao vivo, sobre a história e a geografia do Chile. Nas aulas de campo, Bianconi ensinou técnicas de fotografia como composição, enquadramento e observação da luz.

Seguem abaixo algumas imagens que o Tadeu Bianconi produziu durante a viagem ao Chile em lugares como o teleférico, o Centro e o mercado de peixe de Santiago, Valparaiso Porto, Viña Del Mar, São Pedro de Atacama e do fantástico Deserto de Atacama.

Todas essas imagens fazem parte do acervo da Mosaico Imagem.


Fotos: Tadeu Bianconi/Mosaico Imagem

INTI RAYMI – Festa do Sol no Peru – Las Tres Cruces e Sacsayhuaman

No mês de junho, acontece no Peru a Festa do Sol. Originária do povo Inca, esta é a mais antiga festa folclórica e religiosa da América Latina. Para mostrar toda a beleza deste evento, a Mosaico Imagem preparou um vídeo com imagens do fotógrafo Tadeu Bianconi.

Texto e fotos: Tadeu Bianconi

Desde a adolescência, ouvi falar da Festa do Sol no Peru por meio de alguns amigos mochileiros (hippies) que estiveram de passagem pela Cordilheira dos Andes. A oportunidade de fotografar a cerimônia veio somente em 2001, quando tive chance de registrar duas festas, uma no dia 22, mais tradicional e primitiva, e outra no dia 24, que começa nas ruas de Cuzco e termina nas ruínas de Sacsayhuaman.

Saímos de Cuzco no dia 21 e, depois de duas horas de estrada de chão, durante a noite, vencendo os penhascos do Parque Nacional Manu, chegamos à montanha chamada Las Tres Cruces, a 4.020 metros de altitude. A cerimônia começou às três da manhã, na madrugada do dia 22, com doze sacerdotes quechua mascando folhas coca. Depois aconteceram danças folclóricas em homenagem ao Deus Sol, e com o nascer do astro rei, os nativos sopram as conchas para saudar seu Deus maior.

O frio de -5ºC congelava os dedos e o som das conchas e dos tambores me deixavam hipnotizado, sem saber por onde começar a fotografar.

A festa do dia 24, fotografei nos anos de 2001 e 2005. A cerimônia começa pelas ruas de Cuzco, no antigo palácio real do Império Inca, e segue pelas ruas da cidade até Sacsayhuaman, onde acontecem mais celebrações, dentre elas o sacrifício de uma lhama em homenagem a Inti, o Deus sol.

Todas as imagens foram capturadas com filme slide e preto e branco tri-x.

Confira o vídeo com as imagens:

Berlim – Alemanha

Berlim, Alemanha (2007).

Texto e fotos Tadeu Bianconi

Conheci Berlim em 1986. A cidade ainda era dividida pelo famoso muro e ocupada pelos ”aliados”. Estava iniciando no mundo da fotografia, tudo era cinza, e nesta época só fotografava em PB, mas isso é uma história para outro post.

Em outubro de 2007, retornei a cidade e encontrei uma outra Berlim, moderna e colorida. Fiquei por lá apenas uma semana de 3 dias de sol.

Seguem as fotos:

Fotos: Tadeu Bianconi/Mosaico Imagem
Post por: César Pimentel

Ushuaia, o fim do mundo – Patagônia Argentina

A segunda parada da minha viagem à Argentina foi em Ushuaia.

Maio não é um mês ideal para conhecer a cidade, pois ainda não tem neve, que lota as estações de esqui no inverno. Não tem os pinguins e as viagens à Antartida, típicos do verão. Essas são as principais atrações da cidade. Só fui nessa época porque quis aproveitar a ida a El Calafate, que fica perto, e é quando eu tiro férias. Mesmo assim gostei muito da cidade.

Ushuaia, não é uma cidade pequena, tem mais de 50 mil habitantes, tem engarrafamento nos horários de rush, entre outros problemas das cidades comuns. A cidade é relativamente boa para fazer compras, pois é uma zona franca, que, de acordo com nosso guia, está em decadência, com várias fábricas de eletrônicos fechando.

O diferencial do lugar é o visual, com o canal de Beagle de um lado e as montanhas dos Andes do outro, e o charme de ser a última cidade do mundo, a mais setentrional do planeta, além de ser o ponto de partida das expedições para a Antártida.

No primeiro dia conhecemos o Parque Nacional da Tierra del Fuego, com belas paisagens, picos nevados, lagos, árvores coloridas, animais, diques de castores, o último correio do mundo e o Trem do Fim do Mundo.

Depois fizemos um belo passeio pelo Canal de Beagle, que é a divisa natural da Argentina e do Chile, onde fotografei a ilha dos pássaros, a dos lobos e leões marinhos e o Farol do Fim do Mundo, além de belíssimas paisagens, apesar do tempo fechado e do vento mais frio que já enfrentei pra fotografar na minha vida. No verão esse passeio passa pela pinguineira, a praia dos pinguins, mas nessa época, como já disse, eles não dão as caras.

No segundo dia conhecemos os lagos de Ushuaia, principalmente o Escondido e o Fagnano, também repleto de belas paisagens e boa comida caseira, principalmente as carnes, é claro. Visitamos algumas estações de esqui, todas fechadas, principalmente Cerro Castor, a mais famosa.

À noite, comemos a famosa Centola (conhecida como King Crab), que em Ushuaia é bem mais barata que no resto do mundo.

Não consegui as imagens que imaginei para essa viagem, pois o tempo não ajudou muito. Sol só no dia em que fui embora, mas de qualquer forma, seguem abaixo algumas fotos do fim do mundo:

Patagônia Argentina – El Calafate – Glaciar Perito Moreno

A Patagônia Argentina sempre esteve na minha lista de lugares que gostaria de conhecer e fotografar. No início de maio finalmente consegui realizar esse sonho, e valeu muito a pena.

Primeiro fui para cidade de El Calafate, localizada na Província de Santa Cruz, lá fiz um passeio 4×4 que nos leva às montanhas com fantásticas pedras esculpidas pelo vento, recomendo ir à tarde(16h), pois dá para ver o por-do-sol lá de cima, e a luz é linda.

No outro dia fomos ao Parque Nacional Los Glaciares, que fica a 80km de El Calafate. Lá fizemos um trekking no Glaciar Perito Moreno, o maior glaciar da Cordilheira dos Andes. Pra quem não conhece, os glaciares são formados pelo acúmulo de neve no topo das montanhas, nesse caso da Cordilheira dos Andes. Com o acúmulo, a neve vai se compactando e se transformando no gelo que forma os glaciares. Essa formação é o último remanescente da era glacial, há mais de 20 mil anos. O Lugar já foi considerado a 8ª maravilha do mundo, nem preciso de dizer mais nada. Simplesmente o lugar mais maravilhoso que já fui na minha vida. As fotos não conseguem representar a beleza do local, mas eu tentei.

No próximo post a continuação da viagem em Ushuaia, o fim del mundo!

Confira as fotos de El Calafate e do Glaciar Perito Moreno abaixo.

Glaciar Perito Moreno, Parque Nacional Los Glaciares


Postado por Gabriel Lordêllo.

Puxada de rede

Quando era criança eu adorava sair com meu avô Mário pra ajudar a puxar rede na praia da Ponta da Fruta, em Vila Velha. Sempre tínhamos peixe de graça na volta para o almoço.

Depois de muitos anos, acompanhei novamente uma puxada de rede. Foi durante o último curso de fotografia que eu e o Tadeu Bianconi demos no Senac. Levamos os alunos para ver o nascer do sol na praia de Itapuã, em Vila Velha, onde tem uma colônia de pesca.

Antes de o sol nascer, os pescadores já estavam de olho na movimentação dos cardumes no mar. De repende, saem os barcos com as redes, depois retornam pra puxá-la na areia. Valeu muito a pena acordarmos cedo, depois fomos ao Convento da Penha.

Salve Yemanjá

Ontem, 2 de fevereiro, teve festa para Yemanjá na praia de Camburi. O excesso de trabalho não me deixou chegar mais cedo para acompanhar os festejos no final da tarde, mas consegui chegar por volta de 19h45, o “horário da loba”, como diria o mestre Walter Firmo. Fiquei apenas 30 minutos, mas foram suficientes para fazer algumas fotos. Tudo feito com ISO 1600 da D300.

Índios Capixabas

No ano passado participei de um projeto sobre a história dos índios capixabas, das historiadoras Kalna Mareto Teao (Mestre em Educação) e Klítia Loureiro (Mestre em História). Meu trabalho era fotografar duas aldeias indígenas no município de Aracruz, norte do Espírito Santo, de acordo com uma pauta. As imagens produzidas seriam utilizadas para ilustrar a pesquisa das historiadoras que seria publicada em um livro.

O trabalho não foi nada fácil, o pouco tempo para fazer as fotos gerou uma dificuldade de aceitação nas aldeias, que não acontece de uma hora para outra. Em cerca de 8 visitas, 6 na aldeia Boa Esperança, Guarani, e 2 na aldeia Caieiras Velha, Tupinikin, consegui fotografar apenas 2 dias na primeira e 1 dia na segunda. Não poderia esperar que um povo que nunca me viu me aceitasse com rapidez e compreendo a desconfiança com a minha presença. Mas os caciques foram muito receptivos e ajudaram da maneira que puderam.

Outra dificuldade é fotografar uma aldeia indígena em 2009, onde o visual lembra mais uma vila de casas e pouca coisa de uma aldeia com as ocas de estuque estudamos na escola. Mas a cultura, apesar das inevitáveis interferências, ainda resiste, como a linguagem, crenças, trabalho e alimentação.

Para mim ficou aquela sensação que poderia ter feito um trabalho melhor e que precisava de mais tempo pra registrar o dia a dia desses que foram os primeiros habitantes do Brasil. Mas de qualquer forma gostei do convite e da oportunidade de fazer esse trabalho.

O livro foi lançado no final de 2009 e foi muito bem aceito pelos capixabas. Com uma impressão e diagramação muito boas e um conteúdo inédito o trabalho já virou uma referência aqui no Espírito Santo.